Oficina de Encadernação Japonesa

Nos dias 12, 13 e 18 de julho, a Bodoque recebeu dez alunos para a nossa segunda oficina de encadernação artística. Essa oficina teve como tema a encadernação japonesa, que tem origem na época do papiro e do papel de cânhamo. 

Foram passadas, durante os três dias de oficina, três técnicas de encadernação, chamadas Yotsume Toji, Asa-no-ha Toji e Kikko Toji. As três são consideradas tradicionais japonesas, variando entre si em suas formas de costura. 

As especificidades da Encadernação Japonesa

A encadernação japonesa tem como diferencial majoritário o não uso de cola e um sofisticado sistema de costuras. Além disso, ela traz também o detalhe de que a capa é costurada juntamente com o miolo (ao contrário de outros tipos de encadernação, como a francesa, na qual a capa é fixada após o miolo ser costurado), e o miolo e a capa, em geral, são folhas dobradas ao meio, formando uma espécie de “bolsinha”. 

A costura é feita por amarrações geralmente embasadas em quatro ou mais pontos. Essas amarrações criam padrões geométricos na lombada e sobre a capa, dando um charme diferente ao caderno. Elas também contribuem para torná-lo firme, podendo ser mais resistentes do que um espiral. 

Das três modalidades ensinadas, a modalidade Yotsume Toji é a de mais simples execução. Suas amarrações se estruturam em torno de apenas quatro pontos base de furos (podendo ser no mínimo dois). A costura flui de forma a linha não passar duas vezes pelo mesmo lugar.

Em seguida, foi ensinada a modalidade Asa-no-ha Toji, que consiste em variação simples da anterior, criando sobre a lombada um padrão diferenciado. A versão ensinada se estrutura sobre nove furos, em linhas paralelas, e a costura flui da mesma forma ensinada na Yotsume Toji.

Já a modalidade Kikko Toji avança à anterior, trazendo padrões similares. Porém, eles são estruturados sobre 12 furos, em linhas parelelas, criando padrões que se assemelham à forma de uma flor. A costura fluida é característica comum com as outras duas modalidades.

As amarras, além de darem charme, também acabam por ditar um pouco as formas de uso do caderno, uma vez que limitam sua abertura. Contudo, essa limitação permite que o caderno fique mais firme e adquira estética diferenciada.

Parcerias 

Para essa oficina, a Bodoque ofereceu todo o material necessário para a produção dos cadernos, material didático e coffee break. Para isso, contamos com a contribuição de alguns parceiros. O coffee break foi feito em parceria com a Bom Brasileiro, que esteve presente com seus deliciosos cookies, pães e café. O material didático contou com a arte original de Beto Martins, artista parceiro do ateliê há alguns anos, e fez sucesso entre os participantes.

Resultados 

Ao final do curso, cada aluno levou para casa os três cadernos produzidos durante a oficina. Um no método Yotsume Toji, com miolo em reciclável e capa em Canson; um no método Asa-no-ha Toji, com composição igual ao primeiro; e um no método Kikko Toji, todo em papel Washi, tradicionalmente japonês. Além dos cadernos, foi produzido um acondicionamento técnico denominado “caixa em cruz”, que serviu para guardar o caderno feito todo em papel japonês.

 


 

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E fique atento para as nossas próximas oficinas! Elas já estão sendo geradas, e serão anunciadas aqui no blog e nas nossas redes sociais.

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