Vencedores Concurso Cultural Bodoque – Bianca Lana

Dando continuidade à série de entrevistas com os vencedores do Concurso Cultural: Sua Arte na Capa, A Bodoque conversou com a artista paulista Bianca Lana.

Bianca é professora de aquarela e também trabalha no mercado editorial, se dedicando especialmente à criação de ilustrações de livros, principalmente infantis. A Artista contou pra gente um pouco de sua trajetória, suas afinidades artísticas e a experiência de ter seus trabalhos na capa de caderno artesanais:

 

BIANCA BERNARDES LANA, 20

Ribeirão Preto – SP. Cursando Artes Visuais na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como foi receber a notícia de ser selecionado no concurso da Bodoque?

Receber a notícia de ser selecionada causou-me muita surpresa, pois me escrevi sem muita pretensão. Conheço o trabalho da Bodoque já há algum tempo e fiquei muito feliz pela oportunidade de fazer parte disso de alguma forma.

Quando você percebeu um interesse especial para trabalhar com as artes? 

A arte sempre esteve presente na minha criação, fosse pelas aulas de teatro, pela influência literária da mãe escritora ou pelos artistas autodidatas da família, porém, foi apenas ao começar a expor meus trabalho que passei a ver a arte como possível profissão. Entrei, então, para o curso de artes, me tornei professora de aquarela e me encontrei bastante no mundo da ilustração editorial, principalmente a de livros infantis.

O que te inspira, como artista, a continuar produzindo? Do que você se “alimenta” esteticamente?

O mundo é mágico, mas está doente. As pessoas são mágicas, lindas. Creio que minha maior inspiração sejam as pessoas. Gosto de dissecar suas peculiaridades e traduzi-las no papel (nem sempre de modo explícito), transformá-las em personagens, duendes, criaturas místicas. Creio que a arte tenhas essa magia, esse poder de encantar. Talvez esse discurso de “fazer o bem através da arte” seja um tanto quanto clichê, mas uma vez um amigo me disse que os clichês são bons e verdadeiros, por isso continuam existindo e sendo reproduzidos.

Quais temas te atraem mais na hora da criação?

Creio que temáticas que contem histórias, imagens que sugiram algo além, um mistério. Por um tempo pintei apenas retratos – assim surgiu minha exposição “Personas” – que tinham o intuito de revelar, ou pelo menos tentar, um pouco do mundo caótico e particular do ser-humano. Sempre achei muito interessante ouvir as teorias das pessoas acerca dos elementos simbólicos espalhados pelas obras. Hoje meu foco é a ilustração e representação de mundos distantes, mágicos. Acredito que de uma forma ou de outra minha temática acabe sempre sugerindo um quê de misticismo.

O você é capaz de dizer sobre o seu trabalho como artista?

Meu trabalho como artista é baseado na incerteza, talvez como qualquer outro. É essa incerteza que promove a experimentação de novas linguagens e materiais e que me mantém na eterna descoberta do meu lugar na arte e na vida.

O que o seu trabalho é capaz de dizer sobre você?

Acredito que meu trabalho traga à tona angústias pessoais, mas, principalmente, a esperança que carrego nas profundezas. Sou naturalmente muito pessimista, mas minha arte é sempre muito colorida. Tento espalhar essa alegria para os outros e para mim mesma. A arte dificilmente se separa do artista. Ambos boiam na mesma superfície da existência e procuram alcançar terra firme em algum momento.

De onde veio o gatilho para criar o trabalho que foi contemplado no concurso?

O trabalho contemplado pelo concurso não possui temática clara nem mesmo para mim. Percebo apenas uma sugestão do conceito de diferentes realidades que se chocam.  Em cada uma predominam materiais e técnicas distintas, reforçando suas individualidades, mas todas se mantém unidas pelos elementos geométricos. A ilustração tomou forma quase que por conta própria, partindo do pressuposto de que produzi sem planejamento – como a maioria das minhas obras. Gosto dessa subjetividade e das muitas possibilidades que ela gera.

O que você acha do mercado das Artes para quem trabalha como ilustrador hoje em dia?

O mercado de arte num modo geral é bem ingrato, todos sabemos. É necessário trabalho árduo para encontrar um lugar significativo e conseguir tornar a arte uma profissão. Entretanto, vejo algumas faíscas que mantém o coração vivo, pelo menos no meu mundo: a ajuda mútua entre ilustradores, quadrinistas, pintores, performers etc. Esse apoio faz muita diferença e arrisco dizer ser essencial no processo de desenvolvimento e amadurecimento de um jovem artista que anseia sair do seu quarto e se expor à insegurança, à crítica e à recorrente não valorização do seu trabalho.

Está ansiosa (o) para ter em mãos o caderninho com sua arte na capa?

Estou muito ansiosa para ver minha ilustração com as mãos e olhos de outras pessoas. Trabalhos conjuntos são muito ricos e tecem ótimas colchas de retalhos.

Você pode ver outros trabalhos da Bianca Trazzi acessando seu site: www.biancalana.art

Instagram: http://instagram.com/bianca.lana

Os cadernos com a Arte da Bianca estão disponíveis em: https://www.cadernosbodoque.com.br/caderno-artesanal-a6-bianca-lana

 

Vencedores Concurso Cultural Bodoque – Bianca Lana
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Uma opinião sobre “Vencedores Concurso Cultural Bodoque – Bianca Lana

  • 25 de julho de 2018 em 17:47
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